quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Reencontrando amigos

O Orkut é odiado por uns e adorado por outros, isso me fez lembrar uma piadinha que ouvi semana passada, mas deixa pra lá. Eu penso que ele tem lá suas utilidades, mas uma utilidade emespecial me surpreende, é a possibilidade que ele oferece de rever amigos, os quais há muito não sevia.
Há alguns dia atrás tive o prazer de reencontrar meu amigo David e descobri que ele tem um blog o evangelinus, não deixem de vistá-lo, encontrei também a Débora, irmã do David, a ultima vez que os vi foi em 2000, já se vão 8 anos.

Tive o imenso prazer de reencontrar, também, o Seu Silas, um senhor de 67 anos de idade que a ultima vez que o vi foi no casamento de sua filha, pra ser mais exato em 27/03/1999.

E não, o Orkut não é coisa do diabo, a não ser que o diabo seja dono do Google, da mesma forma que a música não é coisa do diabo, Toda criatividade e engenhosidade humanas são expressão do Deus criador, assim amados irmãos, devemos usar essas ferramentas para honrar e glorificar a Deus.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Sobre Kaká. (um bom exemplo para jovens)




Na ultima noite do ano resolvi ficar em casa e colocar algumas coisas em dia, ou pelo menos tentar. Nas minhas andanças virtuais encontrei no site o verbo um desabafo do Fábio Bettes sobre um artigo de um "jornalista esportivo", o jornalista criticava o Káka e suas ações, leiam a resposta, eu gostei muito, por isso tomei a liberdade de postar na integra a matéria aqui.

http://www.overbo.com.br/modules/soapbox/article.php?articleID=42

Fábio Bettes
Sobre o artigo "Jesus, Amor, etc"

Esta foi a carta que enviei ao colunista de esportes da Folha de S. Paulo, em relação à matéria publicada neste jornal no caderno de esportes de sábado (22/12/2007). Não posso me calar diante dos absurdos que ouvimos e lemos por aí, que indiretamente atentam contra a nossa fé e o nosso Deus.
Curitiba, 22 de dezembro de 2007.

José Geraldo Couto:
Li seu artigo publicado na Folha no sábado (22/12/07), no caderno de esportes. Sem me prolongar muito nesta introdução, vamos ao que tenho a lhe dizer.

Primeiro

Não gosto, particularmente, desta mania que o ser humano tem de eleger para si ídolos, modelos de vida, de princípios e de mentalidade. Agora, infelizmente para uns, felizmente para outros, eles surgem ou, então, são criados. Kaká é o modelo em discussão; na sua opinião, um modelo superado, anacrônico e conservador. Por quê? Basicamente porque ele é diferente dos modelos, ou melhor, ou pior, dos lugares-comuns do meio futebolístico. Você ataca o “conservadorismo” de Kaká, mas você é quem demonstra o autêntico conservadorismo em relação ao modelo ideal de jogador, exemplo de virtude para os jovens: mulherengo, chegado a bebida, pitando um cigarrinho e de vida boêmia – cá entre nós, que coragem a sua em dizer tamanha besteira, hein?
Repito que não aprecio esse papo de modelos. Kaká pode até ser uma opção careta a essa juventude, mas não uma opção ultrapassada, ou então ridícula, ou então pior do que os modelos citados por você.

Segundo
Kaká errou, sim, em sair defendendo o casal criminoso da Renascer, e você acertou em pontuar tal falha do melhor jogador do mundo. Agora, misturar tal fato com a questão da virgindade – uma opção dele e de sua esposa – não apresenta o mínimo cabimento lógico-argumentativo. Colocar Kaká como o ressuscitador do discurso Tradição, Família e Propriedade é apenas um mote seu para a escrita de sua crônica, usado de modo inadequado ao contexto.
Mas aproveitando o seu mote, posso dizer que o seu texto, Zé, é que ilustra esse trinômio: a visão tradicional do futebol como coisa de malandro e para malandro; a familiaridade-conivência com os desvios de conduta ética e profissional; a propriedade com que se demonstram preconceitos e intolerâncias para com os terceiros ou diferentes.

Terceiro
O problema, Zé Geraldo, não é simplesmente o fato de você não aceitar Kaká como um bom modelo para os jovens. Você vai além: Kaká é mau exemplo, mas os “boleiros”, no sentido mais estrito e pejorativo do termo, são, de fato, os bons exemplos para a juventude. Que as mães das futuras Marias-Chuteiras prestem bastante atenção: exemplo não é o insípido Kaká, mas o sexy Vágner Love; que o Ministério da Saúde esteja atento: exemplo não é o careta Kaká, mas os imperadores e reis da noite, como Adriano ou Romário.
Quarto
Seu artigo premia justamente tudo aquilo que hoje nos foi mais prejudicial do que benéfico, tanto no meio futebolístico como em nossa vida em geral: a malandragem, a contravenção e a falta de seriedade. E não me venha dizer que somos os grandes vencedores do futebol por conta desse nosso “jeitinho”. Bem, nem preciso listar os inúmeros exemplos de derrotas ocasionadas por essas libertinagens, não? Você é um profissional nos assuntos da bola e um cidadão provavelmente indignado com tantas molecagens e safadezas de nossos políticos.
Quinto
Você acha a virgindade algo superado nos dias de hoje. Tudo bem, é a sua opinião. Mas veja a sua ingenuidade e leviandade ao abordar tal questão: o que se propõe como contraponto à virgindade: o sexo livre, casual, sem compromisso? A banalização do sexo, por acaso, é o modelo para ser seguido por essa juventude? Eu não acho. Bem, mas eu sou talvez mais um careta como o Kaká, na sua opinião. Agora, o Ministério da Saúde também não enxerga com tanta boa vontade essa banalização, pois tem de lidar com o subproduto disso a cada dia. Artigos como os seus passam, mas os índices absurdos de gravidez na adolescência vão se dilatando, bem como o número de infectados por doenças venéreas. Ah, vale também citar os problemas de ordem econômico-familiar gerados por um filho não planejado e, às vezes, nem desejado.
Sexto
Já passou da hora de pararmos de idealizar a malandragem, principalmente no meio esportivo. Esta visão, sim, é a coisa mais anacrônica que existe em tempos de alta performance, de contratos milionários e de público na casa dos bilhões. Aliás, Zé Geraldo, dentro deste contexto, Kaká é bom exemplo, sim, e muito melhor do que os preconizados ingenuamente por você – e os contratos publicitários deste jogador confirmam o que escrevo aqui.
Sétimo
Paro por aqui, pois minha resposta já é maior que seu texto, o que revela minha pouca habilidade com as palavras, mas também a minha indignação diante de julgamento tão raso promovido por você, não sobre Kaká, mas sobre as bandeiras que ele tremula.

Fábio Bettes
Professor de Literatura, autor de livros didáticos, paranista entristecido pelo recente rebaixamento, leitor da Folha de S. Paulo, casado com a Andréa, pai do Davi (5 meses) e da Laura (2 anos), que preferia ter como genro o careta Kaká ao pegador Vágner Love.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Quero Crer (reedição)

Estou reeditando esta postagem porque ela foi muito importante na minha vida e continua atual.

Há Alguns dias atrás, o ônibus passou no ponto antes que eu conseguisse chegar e mesmo não fazendo nenhum gesto, ele parou e esperou pacientemente, ou seja, eu não fiz nada para que ele parasse.

No trabalho, recentemente, fui promovido a responsável por toda área de infra-estrutura civil da empresa em que trabalho, as atividades têm sido muito corridas, nesse caso eu não só não fiz nada para que isso acontecesse como por várias vezes pensei em desistir da responsabilidade. Talvez você esteja se perguntando: E daí, o que isso tem haver?
Perceba que há um ponto de contato entre as duas situações, ou seja, nenhuma delas partiu da minha vontade, na primeira situação a percepção de que a paciência do motorista foi boa para mim foi imediata. Na segunda situação a compreensão de que algo bom acontece não é tão perceptível assim, pelo menos não pra quem a vive, todavia, a segunda sentença não compreende uma situação finda, ela narra uma situação em movimento, assim, quero crer que da mesma forma que a primeira situação foi boa, a segunda, em seu findar, também será boa. Creio que Deus está no controle de todas as situações da nossa vida.
Nesse caso a diferença entre minha visão e a visão de Deus é que a visão de Deus é integral, ela abrange o ontem, o hoje e o amanhã. Perceba que a minha percepção se limita a situações breves e conclusas, a de Deus não, por isso, quero crer.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

SALMO 131

Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grande coisas, nem de coisas maravilhosas demais pra mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre.

sábado, 14 de julho de 2007

Amazing Grace

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segunda-feira, 4 de junho de 2007

A “liberdade total” é tão perniciosa quanto a “ausência completa de liberdade”.

“O perigo da cultura popular moderna fora predito por Aldous Huxley em seu romance clássico antiutópico Brave New World (Admirável Mundo Novo) – o qual contrasta firmemente com outro romance antiutópico, 1984, de George Orwell. Orwell alertou sobre um governo comunista que baniria os livros, Huxley alertou sobre um governo ocidental que não precisaria bani-los – porque ninguém mais leria livros sérios. Orwell previu uma sociedade despojada de informação por sensores do governo; Huxley previu uma sociedade supersaturada de informação pela mídia eletrônica - até que as pessoas tenham perdido a habilidade de analisar o que viam e ouviam. Orwell temeu um sistema que dissimulava a verdade debaixo de propagandas e mentiras do governo; Huxley temia um sistema onde as pessoas deixassem de se preocupar com a verdade e se importavam somente com o entretenimento. Orwell descreveu um mundo onde as pessoas eram controladas pela imposição da dor; Huxley imaginou um mundo onde as pessoas eram controladas pela imposição do prazer. Os dois romances tem provado ser extremamente precisos – Orwell descrevendo a praga totalitária do nosso século, Huxley a doença das afluentes sociedades livres.
Huxley continua a castigar os partidários civis do livre-arbítrio no ocidente, os quais estão sempre alerta contra a tirania externa imposta, mas falham em perceber a facilidade com que podemos ser seduzidos e atraídos em direção a uma opressão insana pela tecnologia: esses guardiães da liberdade, afirma, têm “falhado em considerar o apetite quase infinito do homem por distração”. E em nenhum outro lugar esse apetite por distração banal e vazia da cultura popular é mais sedutor do que na América.”

Charles Colson & Nancy Pearsey, E Agora Como Viveremos? CPAD 2000, pg 547

Passo a transcrever alguns trechos do livro que li recentemente, esse em particular é um trecho que me chamou bastante a atenção, perceba os resultados semelhantes de dois tipos de tirania, de um lado a imposição da ausência completa de liberdade, de outro, a exigência de liberdade total, note como o as autores convergem para uma mesma conclusão.

A “liberdade total” é tão perniciosa quanto a “ausência completa de liberdade”.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Algumas citações

Recebi algumas citações por email e vi muita relevância assim resovi postar algumas aqui.

"Em suas aulas no Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o professor Luiz Felipe Pondé esclarece que o relativismo moral de fato seduz e encanta, mas “é algo que surge como uma peste e a geração dos liberais o coloca em prática como um avanço na sociedade” (Crítica e Profecia, p.243)."

"O padrão de conduta é alto demais e a carne é fraca demais, todavia a salvação é grande demais"

"Cristão que se preza prefere permanecer sob normas e não sob ímpetos. À semelhança de Moisés, prefere sofrer com o povo de Deus o desprezo por causa de Jesus “em vez de gozar, por pouco tempo, os prazeres do pecado” (Hb 11.25, NTLH)!"

Eu creio na Igreja

A igreja é um objeto da fé. No Credo Apostólico afirmamos: "Creio em Deus Pai, Criador..., em Jesus Cristo, seu unigênito Filho..., no Espírito Santo..., na Santa Igreja Católica Apostólica..., na comunhão dos santos... na ressurreição do corpo e na vida eterna".Cremos na igreja. O Credo Apostólico não diz que a igreja é uma organização que nos ajuda a crer em Deus, mas que devemos crer nela da forma como cremos em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, vida eternal, etc. Crer na igreja parece ser mais difícil do que crer em Deus. Deus é fiel, imutável, pleno de amor, graça e perdão. É justo, compassivo, misericordioso e paciente. Não mente, é leal, confiável. Nos aceita como somos e recebe-nos como seus filhos amados. Não é muito difícil crer num Deus assim. Mas, e crer na igreja? Comunidade de pecadores, infiéis, injustos, fofoqueiros, maledicentes, intolerantes, maliciosos, inconstantes, mentirosos, falsos e hipócritas. Lugar onde o amor é condicional, o perdão negociado, a paciência limitada, a aceitação somente entre os iguais.
Como é possível crer em duas realidades tão distintas?
Ouço com freqüência crentes afirmarem sua fé em Deus e suas suspeitas para com a igreja; sua confiança em Deus e desconfiança dos irmãos; sua esperança em Deus e suas promessas e desesperança na igreja e seu futuro.Separamos Deus da igreja. Num depositamos a fé, noutro suspeitas. Um é divino, outro humano. Deus e igreja são mundos distintos. Podemos crer num e descrer do outro. No entanto, o credo que confessamos afirma que cremos em Deus e cremos também na igreja. Uma saída para esta tensão é a de achar que a igreja do Credo Apostólico não é a minha igreja onde congrego, mas a igreja invisível, o corpo místico de Cristo, a igreja do Senhor espalhada pelos quatro cantos da terra. Esta igreja que não vejo, não comungo, não conheço, perfeita na minha imaginação é, para muitos, a igreja do Credo, a igreja que cremos. Porém, esta igreja invisível, universal, não é diferente, em sua natureza, da igreja real, visível e local em que congrego. Quando o Credo Apostólico fala da igreja, não se refere a outra igreja, aquela da nossa imaginação, mas à igreja que conhecemos tão bem, que domingo após domingo nos convida à mesa da comunhão. É nela que devemos crer. Creio em Deus e, creio também na igreja. Creio num Deus justo, santo e perfeito e, creio numa igreja de pecadores infiéis. Crer em Deus e na igreja não significa que ambos são da mesma natureza, mas que ambos fazem parte de um mesmo propósito. O Deus criador, Filho redentor, Espírito santificador, encarnação, cruz, morte, ressurreição, igreja, vida eterna, céu, fazem parte de uma história, de um plano divino. Não podem ser desconectados, excluídos. Fazem parte de uma só realidade. Embora a igreja seja uma comunidade de pecadores, confusa, constantemente envolvida em disputas, rivalidades e competição, ela continua sendo o povo de Deus, a comunidade daqueles que, em Cristo, foram adotados como filhos de Deus. É nesta igreja, santa e pecadora, que experimentamos a graça e o amor de Deus. Embora as pessoas que ali congregam sejam pecadoras, carregam consigo a imagem e semelhança de Criador e, na comunhão, experimentamos e tocamos, dia a dia, a beleza e santidade da obra de Deus. Não podemos amar a Deus se não amamos também nossos irmãos e irmãs, não podemos compreender e provar as virtudes da fé que temos em Deus se não for na comunhão com a igreja. Perdão, confiança, reconciliação, paz, mansidão, justiça, etc, nada podem ser compreendidos ou conhecidos se não for na companhia de outros. Crer na igreja é reconhecer a necessidade de que a verdadeira fé cristã só pode ser vivida comunitariamente. O individualismo é anticristão. Não há nenhuma possibilidade real de uma fé solitária, que se sustenta por si só; nem mesmo uma identidade que não reconhece a comunhão e a dependência. São Cipriano, mártir cristão, escreveu que "ninguém pode ter a Deus como Pai se não receber a igreja como mãe".Noutras palavras, o reconhecimento de Deus como Pai significa participar da comunhão dos seus filhos em amor. Creio em Deus e creio também na igreja. Quanto mais amo a Deus e provo de sua graça e perdão, mais a igreja faz sentido para mim. É ela que me mantém em contato com a realidade sobre quem Deus é, quem eu sou e como é o mundo onde vivo. A adoração, a eucaristia, a Palavra e a oração mantêm meus olhos abertos para não me corromper com as ilusões do mundo e seguir com fidelidade no caminho da fé.
Autor: Rev. Ricardo Barbosa de Sousa

terça-feira, 15 de maio de 2007

Igrejinha no Prata

Como é do conhecimento de todos, esse não é um blog de engenharia, contudo, não posso evitar nem separar o curso que escolhi da minha paixão pela teologia e a vontade de servir a Deus com meus dons e talentos.
Todos os nossos dons e talentos estão e devem estar a serviço de Deus, segue abaixo um projetinho de revitalização que estou ajudando um amigo meu, o Abilio (abilionj@gmail.com), a desenvolver.
Aliás, se alguém precisar de um bom arquieto pode falar com ele.


quinta-feira, 29 de março de 2007

Sola Scriptura ??? (deveria ser)

Por alguma razão não consegui públicar, era uma critica a um evento em que uma mané trouxe um estudo na escola dominical, vou ver se escrevo novamente.

terça-feira, 13 de março de 2007

Teologia Reformada (2)

A Teologia Reformada recebe seu nome da Reforma Protestante do século XVI, com suas ênfases teológicas distintas, mas é teologia solidamente baseada na própria Bíblia. Os crentes na tradição reformada têm alta consideração as contribuições específicas como as de Martinho Lutero, Jonh Knox e, particularmente, de João Calvino, mas eles também encontram suas fortes distinções nos gigantes da fé que os antecederam, tais como Anselmo e Agostinho e principalmente nas cardas de Paulo e nos ensinamentos de Jesus Cristo.

Os Cristãos Reformados sustentam as doutrinas características de todos os cristãos, incluindo a Trindade, a verdadeira divindade e humanidade de Jesus Cristo, a necessidade do sacrifício de Jesus pelo pecado, a Igreja como instituição divinamente estabelecida, a inspiração da Bíblia, a exigência para que os cristãos tenham uma vida reta, e a ressurreição do corpo. Eles sustentam outras doutrinas em comum com cristãos evangélicos, tais como justificação somente pela fé, a necessidade do novo nascimento, o retorno pessoal e visível de Jesus Cristo e a Grande Comissão.

O que, então, distinto a respeito da Teologia Reformada?


1. A Doutrina das Escrituras

O compromisso da reforma para com a Escritura enfatiza a inspiração, autoridade e suficiência da Bíblia. Uma vez que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, tem a autoridade do próprio Deus, os reformadores afirmam que essa autoridade é superior àquela de todos os governos e de todas as hierarquias da Igreja. Essa convicção deu aos crentes reformados a coragem para enfrentar a tirania e fez da teologia reformada uma força revolucionária na sociedade. A suficiência das Escrituras significa que ela não necessita ser suplementada por uma revelação nova ou especial. A Bíblia é o guia completamente suficiente para aquilo que nós devemos crer e para como nós devemos viver como cristãos.

Os Reformadores, em particular, João Calvino, enfatizaram o modo como a Palavra escrita, objetiva e o ministério interior, sobrenatural do Espírito Santo trabalham juntos, e o Espírito Santo iluminando a Palavra para o povo de Deus. A Palavra sem a iluminação do Espírito Santo mantém-se como um livro fechado. A suposta condução do Espírito sem a Palavra leva a erros excessos. Os Reformadores também insistiam sobre o direito de os crentes estudarem as Escrituras por si mesmos. Ainda que não negando o valor de mestres capacitados, eles compreenderam que a clareza das Escrituras em assuntos essenciais para a salvação torna a Bíblia propriedade de todo crente. Com esse direito de acesso, sempre vem a responsabilidade sobre a interpretação cuidadosa e precisa.


2. A Soberania de Deus

Para a maioria dos reformadores, o principal e o mais distinto artigo do credo é a soberania de Deus. Soberania significa governo, e a soberania de Deus significa que Deus governa sua criação com absoluto poder e autoridade. Ele determina o que vai acontecer, e acontece. Deus não fica alarmado, frustrado ou derrotado pelas circunstâncias, pelo pecado ou pela rebeldia de suas criaturas.


3. As Doutrinas da Graça

A Teologia Reformada enfatiza as doutrinas da graça.

Depravação Total: Isso não quer dizer que todas as pessoas são tão más quanto elas poderiam ser. Significa, antes, que todos os seres humanos são afetados pelo pecado em todo campo do pensamento e da conduta, de forma que nada do que vem de alguém, separado da graça regeneradora de Deus, pode agradá-lo. À medida que nosso relacionamento com Deus é afetado, nós somos tão destruídos pelo pecado, que ninguém consegue entender adequadamente Deus ou os caminhos de Deus. Tampouco somos nós que buscamos Deus, e, sim, é ele quem primeiramente age dentro de nós para levar-nos a agir assim.

Eleição Incondicional: Uma ênfase na eleição incomoda muitas pessoas, mas o problema que as preocupa não é realmente a eleição; diz respeito à depravação. Se os pecadores são tão desamparados em sua depravação, como a Bíblia diz que são, incapazes de conhecer a Deus e relutantes em buscá-lO, então, o único meio pelo qual eles podem ser salvos é quando Deus toma a iniciativa de mudá-los e salvá-los. É isso que significa eleição. É Deus escolhendo salvar aqueles que, sem sua soberana escolha e subseqüente ação, certamente pereceriam.

Expiação Limitada: O nome é, potencialmente, enganoso, pois ele parece sugerir que os reformadores desejam de alguma forma limitar o valor da morte de Cristo. Não é o caso. O valor da morte de Cristo é infinito. A questão é saber qual é o propósito da morte de Cristo e o que ele realizou com ela. Cristo pretendia fazer da salvação algo não mais que possível? Ou ele realmente salvou aqueles por quem morreu? A Teologia Reformada acentua que Jesus realmente fez a propiciação pelos pecados daqueles a quem o Pai escolhera. Ele realmente aplacou a ira de Deus para com seu povo, assumindo a culpa sobre si mesmo, redimindo-os verdadeiramente e reconciliando verdadeiramente aquelas pessoas específicas com Deus. Um nome melhor para expiação “limitada” seria redenção “particular” ou “específica”.

Graça Irresistível: Abandonados em nós mesmos, nós resistimos à graça de Deus. Mas, quando Deus age em nosso coração, regenerando-nos e criando uma vontade renovada, então, o que antes era indesejável torna-se altamente desejável, e voltamo-nos para Jesus da mesma forma como antes fugíamos dele. Pecadores arruinados resistem à graça de Deus, mas a sua graça regeneradora é efetiva. Ela supera o pecado e realiza os desígnios de Deus.

Perseverança dos Santos: Um nome melhor seria “perseverança de Deus para com os santos”, mas ambas as idéias estão realmente juntas. Deus persevera conosco, protegendo-nos de deixar a fé, que certamente aconteceria se ele não estivesse conosco. Mas, porque ele persevera, nós também perseveramos. Na realidade, perseverança é a prova definitiva de eleição.


4. Mandato Cultural

A Teologia Reformada também enfatiza o mandato cultural ou a obrigação de os cristãos viverem ativamente em sociedade e de trabalharem para a transformação do mundo e suas culturas. Os reformadores tiveram várias perspectivas nessa área, dependendo da extensão como acreditam que a transformação seja possível. Mas, no geral, concordam com duas coisas. Primeira, nós somos chamados para estar no mundo e não para nos afastarmos dele. Isso separa os reformadores crentes do monasticismo. Segunda, nós devemos alimentar os famintos, vestir os despidos e visitar os prisioneiros. Mas as principais necessidades das pessoas são espirituais, e a obra social não é substituto adequado para a evangelização. Na verdade, o empenho em ajudar as pessoas só será verdadeiramente eficiente se seu coração e mente forem transformados pelo Evangelho. Isso separa os crentes reformados do simples humanitarismo.

Tem-se alegado que, para a Teologia Reformada, qualquer pessoa que crê e faça parte da linha reformada perderá toda a motivação para a evangelização. “Se Deus vai agir, por que devo me preocupar?” Mas não é assim que funciona. É porque Deus executa a obra que nós podemos Ter coragem de nos unirmos a ele, da forma como ele nos ordena a agir. Nós agimos assim alegremente, sabendo que nossos esforços jamais serão em vão.

Autor: James Montgomery
Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

Igreja Reformada (1)

Com certeza já ouvimos a expressão “somos uma Igreja Reformada” ou “precisamos reformar a nossa Igreja”. Porém, o que muitas pessoas não sabem é o que de fato significa ser reformado ou reformar a igreja.

Muitos pensam que reformar significa “inovar”, dando abertura à criatividade doutrinária, metodológica e cúltica. Para esses, reformar tem a ver com uma liturgia carregada de coreografia, uma teologia carregada de misticismo e um comportamento cheio de gestos e posturas que cheiram mais ao paganismo do que ao cristianismo ensinado e praticado por Jesus Cristo nos evangelhos.

Para muitos, a reforma tem a ver com inovações, trazendo para dentro da igreja uma teologia contextualizada, que consiga responder aos anseios do povo. Aliás, esta era a tese do Liberalismo Teológico do Século XIX. Idéias fundamentadas numa filosofia puramente antropocêntrica, porém, muito distante do protestantismo Cristocêntrico.

Contudo, quando se olha para o Movimento da Reforma do Século XVI, não é isso que se percebe, visto que a grande luta de Martinho Lutero foi combater exatamente esse tipo de inovacionismo que estava correndo com a igreja cristã de então, trazendo heresias das mais absurdas para dentro dela.

Lutero percebeu que reformar não era inovar a sua teologia ou a sua liturgia, mas sim, restaurar e redescobrir aquilo que havia se perdido no decorrer de séculos de trevas, quando a Bíblia já não era mais o fundamento doutrinário da igreja e sim tradições resultantes das decisões dos concílios. Logo, o que se consumou como Reforma Protestante no século XVI não foi um movimento inovador, mas restaurador, uma volta às origens, um retorno à Palavra de Deus.

Uma das grandes descobertas da Reforma Protestante foi a “sola Scriptura”, que era um retorno exclusivo à Palavra de Deus e a ela somente. O objetivo era a pregação e a exposição da Escritura Sagrada, ensinada, lida e vivida como a única regra de fé e de prática, como alicerce sobre o qual devem se fundamentar todas as decisões. É preocupante quando se percebem pessoas buscando inovações, baseadas em movimentos carismáticos, pentecostais e neopentecostais, muitos deles importados de outros países, que nada mais são do que invenções de homens que se dizem receptores de uma nova revelação de Deus, mas que de Deus e de Sua Palavra nada têm.

Reformar é necessário, e este era o lema de Calvino: “Igreja reformada, sempre se reformando”, porém, é necessário entender que essa reforma não é inovação, modernização do conteúdo da fé, mas sim restauração do entendimento desse conteúdo, e isto implica em olhar para frente compreendendo o que a relação em Cristo nos legou. Assim, a questão não se impõe com novos métodos, mas sim, com o velho método, que faz voltar à Palavra, extraindo dela aquilo que de fato ela ensina. A Palavra é a referência.

Cremos que a vida cristã é dirigida pela Palavra de Deus, por isso, devemos estar produzindo reforma e, acima de tudo, estarmos sendo, nós mesmos, reformados, a fim de sermos bem sucedidos. Essa foi a promessa de Deus e é o Seu desejo, conforme falou por Josué ao Seu povo: “Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido” (Js 1.8).

O Rev. Carlos Alberto Henrique é pastor presbiteriano e desenvolve o seu ministério como deão da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Teologia Reformada (1)

Domingo passado um irmão da igreja perguntou sobre a teolgia reformada, queria saber mais sobre, assim tomei a decisão de postar alguns textos aqui sobre o assunto, em linhas gerais a teologia reformada têm origem em Calvino, todas as igrejas que assumem o rótulo de reformadas deveriam também adotar a teologia reformada. Essas igrejas também são conhecidas como Calvinistas embora eu creia que Calvino jamais aprovasse tal definição.
A teologia é denominada reformada, porém é derivada do texto biblico, assim o nome mais correto seria teologia bíblica.

sexta-feira, 9 de março de 2007

A Maravilhosa Graça de Deus

Alguns anos atrás, numa igreja na Inglaterra, o pastor notou um ex-assaltante se ajoelhando para receber a ceia do Senhor ao lado de um juiz da Suprema Corte da Inglaterra. O juiz era o mesmo que, anos antes, havia condenado o assaltante a sete anos na prisão.

Após o culto, enquanto o juiz e o pastor caminhavam juntos, o juiz perguntou, “Você viu quem estava ajoelhado ao meu lado durante a ceia?”

“Sim”, respondeu o pastor, “mas eu não sabia que você havia notado”.

Os dois homens caminharam em silêncio por alguns momentos. Daí o juiz disse, “Que milagre da graça!”

O pastor concordou. “Sim, que milagre maravilhoso da graça”.

Daí o juiz perguntou, “Mas você se refere a quem?”

O pastor respondeu “É claro, à conversão do assaltante.”

O juiz falou “Mas eu não estava pensando nele. Estava pensando em mim mesmo.”

“Como assim?” indagou o pastor.

O juiz respondeu, “O assaltante sabia o quanto ele precisava de Cristo para salvá-lo dos seus pecados. Mas, olhe para mim. Eu fui ensinado desde a infância a ser um cavalheiro, a cumprir a minha palavra, fazer minha orações, ir à igreja. Eu passei por Oxford, recebi meu diploma, fui advogado e eventualmente tornei-me juiz. Pastor, nada, a não ser a graça de Deus, podia ter me levado a admitir que eu era um pecador igual àquele assaltante. Levou muito mais graça para me perdoar por meu orgulho, minha confiança em mim mesmo, para me levar a reconhecer que não sou melhor aos olhos de Deus do que aquele assaltante que eu mandei à prisão.”

E que maravilha a graça é. Boas pessoas só não entram no céu porque seu orgulho as impede de chegar ao Salvador.

- Steven J. Cole, Not the healthy but the sick WORLD (March 1, 1997).

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Amazing Grace

Descobri que entrará em exibição nos cinemas americanos o filme que leva em seu titulo o nome da minha canção preferida, Amazing Grace.

Li algumas coisas e descobri que o filme tem como foco a libertação dos escravos ingleses, liderada por William Wilberforce. Aparece no filme também
John Newton, o autor da música cujo titulo é o nome do filme.

Quando soube do filme fiquei entusiasmado, mas quando li, meu entusiasmo foi esmaecendo, pensei que o filme seria em torno de
John Newton, o autor da música e não sobre William Wilberforce.

Mas tudo bem, já é alguma coisa, um filme que leva o nome de uma música cristâ, escrita por um pastor e ex-mercador de escravos.

Eu li um livro sobre
John Newton, que conta sua tragetória, desde sua infância até a morte.
No final da vida,
John Newton já havia perdido toda memória, mas não se esquecera que fora um grande pecador e ainda se lembrara da existência de um grande salvador.

O titulo desse blog é inspirado nas palavras de
John Newton.

"Um miserável pecador que necessita da graça de Deus."

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