sexta-feira, 18 de julho de 2008

Santificação

Agora podemos indagar: Qual é a natureza da santifcação lavrada nos crentes?
É uma santificação pessoal... uma santificação real... de toda a natureza, tanto corpo como da alma.
Não é uma santificação para ser completada nesta vida. A obra prossegue por toda a vida do crente, e não é terminada antes da morte... Paulo constantemente falava de si como ainda lutando contra o poder do pecado, como não havendo ainda alcançado, como golpeando seu corpo e submetendo-o a fim de não ser rejeitado. E assim nos proporciona, na descrição de sua experiência, um modelo do que é universalmente conhecido como pertinente a todo cristão...
(Mas) a santificação parcial desta vida é também progressiva... é o desenvolvimento da semente plantada, que constantemente produz folhas novas e novos frutos; ela cresce com um maior conhecimento intelectual da verdade de Deus, com uma percepção mais clara da pecaminosidade e da corrupção humanas, com uma fé mais forte, uma esperança mais viva, e uma segurança maior da aceitação de Deus, com uma concepção mais franca do amor sacrificial de Cristo, e com uma crença mais realizadora em sua presença constante, e o conhecimento do que fazemos. Ela aumenta a partir de sua propria força adquirida, e através do sofrimento e da ação na qual se desenvolve... as tentações e as lutas entram nesse progresso, e não apenas elas, mas até mesmo os pecados e falhas que arruínam a vida cristã. O processo de santificação é como a subida de uma montanha. A pessoa vai sempre em frente, embora nem sempre para cima, ainda que a finalidade do movimento progressivo, qualquer que seja ele, seja atingir o cume. Às vezes, por causa das dificuldades, a própria trilha desce, apenas para mais facilmente voltar a subir... Amiúde se teme não haver subido; freqüentemente se pensa que é um descer contínuo, até que, por acaso, obtém-se um ponto de vista do qual se pode mirar a planície onde começou a viagem, e contemplar a altura que já se atingiu. Muitas vezes, com os pés cansados e o coração desanimado, o viajante encontra-se à beira do desespero por causa de sua própria fraqueza e das dificuldades que o rodeiam. Mas ele empurra-se severamente adiante, e a jornada é completada; a escalada é feita e o fim, alcançado.

“Santificação”, Abstract of Systematic Theology, 1887 James P. Boyce

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